03/11/2009
Leonardo Boff fala sobre a "Febre do Planeta"
27/10/2009
Zen Budismo - John Daido Loori
25/10/2009
15/10/2009
30/09/2009
Só Deus basta
19/09/2009
13/09/2009
Uma Cerimônia de Chá Tibetana

Patrul Rinpoche acampava próximo ao lugar da famosa parede de pedras mani que sua encarnação anterior, Palgyé Tulku, havia começado e que ele mesmo havia completado. Era o ponto mais alto do inverno quando, bem cedo de manhã, uma garotinha vestindo uma roupa surrada de pele de marmota entrou em sua tenda.
Patrul perguntou porque ela saiu tão cedo num tempo tão ruim. A garotinha, congelada até os ossos, respondeu que estava procurando pela sua iaque fêmea.
O benevolente sábio ancião disse, "Venha, tenho algum chá quente e mingau."
Os nômades tibetanos geralmente carregam suas tigelas de madeira para chá nas dobras das roupas. Quando Sotsé, o ajudante de Patrul, estava prestes a servir o chá, ele percebeu que a menina não tinha sua xícara com ela. Patrul imediatamente retirou sua própria tigela da mesa em frente, encheu-a com chá amanteigado quente e farinha torrada de cevada, e entregou-a para a garota.
A tímida criança hesitou; O ajudante de Patrul também surpreendeu-se... É impensável que uma pessoa comum beba do recipiente de um grande lama. Mas com o encorajamento do mestre, ela finalmente colocou a tigela nos lábios e bebeu, instintivamente aquecendo simultaneamente as mãos na morna madeira polida.
Patrul Rinpoche ficou satisfeito em ver a criança relaxar. Depois de ingerir a comida e bebida quentes, ela limpou completamente o recipiente com a imunda pele de sua roupa de marmota. Então, com ambas as mãos esticadas, ela respeitosamente devolveu o recipiente a Patrul.
"Talvez minha xícara estivesse muito suja pra ti, pequenina, já que quisestes limpá-la!" implicou Patrul. Sem lavá-la, ele serviu algum chá para si próprio.
Ele então pediu a seu discípulo Sotsé ajudar a criança a encontrar o iaque perdido. "E mantenha as mãos dela quentes!" ordenou Patrul.
(Conto tradicional Tibetano, extraído do site: http://www.sintoniasaintgermain.com.br)
31/08/2009
08/08/2009
GANDHI E A NÃO VIOLÊNCIA, por LIA DISKIN

segundo os princípios da não-violência se não deixa nenhum rancor entre os inimigos e os
converte em amigos”. Isto revela uma ousadia intelectual que amplia nosso entendimento
da condição humana, ao mesmo tempo que promove a criação de um número maior de
alianças para fortalecer o tecido social sobre bases de convivência confiável que, por sua
vez, abrem caminho para a Paz.
É oportuno lembrar que Gandhi testou suas idéias nos tribunais, em meio a
manifestações populares inflamadas, no cárcere junto a dissidentes políticos, entre
parlamentares e até com representantes da coroa britânica. Não é um teórico nem um
acadêmico, mas um político, um cientista social e articulador paciente e persistente.
Tampouco é um romântico que ignora a sedução que exerce em todos nós a sede de poder,
de reconhecimento e de riquezas. Todavia, acredita firmemente na condição transformadora
das forças espirituais que desencadeiam o legado das religiões, independente da cultura
onde tenham florescido. Ele diz a respeito de si mesmo: “Não sou um santo que se tornou
político. Sou um político que está tentando ser santo”.
Referências inspiradoras da sua trajetória. Filho de mercadores, Mohandas
Karamchand Gandhi nasceu em 2 de outubro de 1869, na cidade de Porbandar, na costa
ocidental do norte da Índia. Apesar da admiração que nutria pelo pai – administrador e
funcionário público muito respeitado na comunidade – foi a personalidade de sua mãe,
Putlibai, que exerceu influência definitiva na vida espiritual daquele que se tornaria
Mahatma. (grande alma)
Profundamente religiosa e considerada santa pelo próprio Gandhi, não fazia uma
refeição sem rezar; freqüentava diariamente o templo; jejuava todos os meses com o
propósito de purificação; impunha-se penitências que sempre cumpria e nunca deixava de
atender com extrema boa vontade aos necessitados. Era devota do deus Vishnu, e
observava os preceitos do hinduísmo com alegria e entusiasmo singular.
Esses preceitos estão contidos no Bhagavad Gita, que reúne harmonicamente todas
as disciplinas fundamentais da complexa tradição religiosa indiana, e foi o livro de
cabeceira de Gandhi até seus últimos dias. Ele recitava decor seus dezoito capítulos, e
escreveu um extenso comentário sobre o mesmo à luz dos novos desafios que apresentava o
século XX.
Entretanto, e paradoxalmente, é em Londres que toma conhecimento das riquezas
oferecidas à humanidade pela sua cultura natal. É em Londres também que entra em
contato com a Bíblia, identificando-se de maneira particular com o Sermão da Montanha;
descobre as idéias de Tolstoi, Thoreau, Emerson, Ruskin e os socialistas utópicos, que
estarão presentes na sua concepção política balizada pela ética e a justiça.
Em busca da paz. Permanece em Londres durante três anos; os estritamente
necessários para completar seus estudos de Direito, formar-se advogado e ser admitido na
Corte Suprema Inglesa. Retorna à Índia e logo parte para a África do Sul, onde
permanecerá vinte anos. É ali que vive as humilhações do apartheid, que se depara com
uma sociedade racista e predadora, que sofre os horrores do cárcere e dos trabalhos
forçados. É ali também que nasce o líder político e se gesta a arquitetura da mobilização
social das massas de forma não violenta.
Inspirado nos valores de solidariedade e respeito por todas as formas de vida que
preconiza o Bhagavad Gita, e na revelação da resistência pacífica que havia encontrado na
figura de Jesus no Sermão da Montanha, Gandhi cunha o termo satyagraha, que
literalmente significa “afirmação da verdade” o “triunfo da verdade pelas forças do espírito
e do amor”. O binômio satyagraha/ahimsa – ater-se à verdade e à não violência – constitui
o fundamento da convivência pacífica, que requer um empenho constante por parte de
governos e povos para conciliar interesses e oferecer cooperação em benefícios de todos.
A paz para Gandhi é a condição na qual é possível desenvolver todo o potencial
humano, promover a auto-realização individual e fortalecer o sentimento de comunidade
entre os seres vivos. Isso não exclui o conflito. Muito pelo contrário, ele é necessário para
legitimar a pluralidade de idéias e a diversidade cultural que, em mútua fecundação e
tensão criativa, permitem levantar questões novas oferecendo respostas originais que
mantém aberto o caminho de aperfeiçoamento progressivo das relações democráticas.
Gandhi hoje
“revolucionários” pacifistas do século XX. Notadamente Martin Luther King Jr., Desmond
Tutu, Nelson Mandela, Vaclac Havel e outros, cujas ações construtivas na esfera
econômica, social, política, cultural e religiosa afirmam os princípios mais elevados do
Amor e a Justiça.
A atualidade de suas experiências está evidenciada no fato de ser referência
unânime em todos os estudos e pesquisas contemporâneos sobre cultura de paz, mediação
de conflitos, autogestão/empoderamento, diálogo inter-religioso, simplicidade voluntária e
responsabilidade social. Atualidade endossada nas palavras de Martin Luther King Jr.:
“Gandhi era inevitável. Se a humanidade há de progredir, não poderá esquecer Gandhi. Ele
viveu, pensou e agiu inspirado pela visão da humanidade evoluindo para um mundo de paz
e harmonia. Se ignorarmos os seus ensinamentos, não poderemos queixar-nos”.
Texto extraído de:
http://www.mettaolhar.com.br/
07/08/2009
06/07/2009
Baraka, de Ron Fricke - Trecho
04/07/2009
Reflexões sobre o Deserto, de Jean-Yves Leloup
É partir
Para o mais longe
De si mesmo
...
E dali depois voltar
Para o mais perto de si mesmo
No deserto
Descobre-se
A pátria
...
E então vem a partida
Da grande miragem comum
No deserto
Duas certezas:
A sede - a poeira.
Entre estas duas
Certezas:
Uma dúvida
Um desejo:
Água!...
(Trechos extraídos de Jean-Yves Leloup, in: Deserto, Desertos - Editora Vozes)
28/06/2009
27/06/2009
O desapego, por Mestre Eckhart
19/06/2009
Prece de aspiração para todos os seres vivos(adaptado dos “Princípios da Carta da Terra”) por Lama Norbu
Que possamos reconhecer o valor de todas as formas de vida, afirmando a dignidade e a interdependência inerente a todos os seres vivos, assim como o potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
Que possamos cuidar dessa comunidade de vidas com amor e compaixão, compreendendo a responsabilidade universal de prevenir danos ao meio ambiente, proteger os direitos de todos os seres, e promover o bem comum.
Que possamos assegurar que os direitos humanos, a liberdade fundamental e a justiça social e econômica sejam supridas a toda a comunidade da humanidade.
Que possamos considerar cuidadosamente as conseqüências de nossas ações, compreendendo o profundo efeito que terão em gerações futuras, e nos esforçar para deixar um legado de generosidade e abundância, para apoiar o florescimento a longo prazo dos recursos naturais da Terra e das comunidades humanas e ecológicas.
Que possamos manifestar nossa crença no valor de todas as vidas ao assumir nossa responsabilidade como cidadãos do mundo.
Que possamos proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra.
Que possamos evitar danos ao meio ambiente dando apoio a ecossistemas sustentáveis e à diversidade biológica, adotando métodos de produção e consumo que minimizem a degradação ambiental.
Que possamos encorajar a aplicação tanto do conhecimento científico atual como da sabedoria antiga em favor da sustentabilidade ecológica.
Que possamos capacitar e apoiar os menos privilegiados, assegurando-lhes equanimidade econômica e social, eliminando qualquer forma de discriminação.
Que possamos eliminar a corrupção e encorajar as instituições a serem ambientalmente responsáveis.
Que possamos tratar todos os seres vivos com respeito e consideração, promovendo a cultura de tolerância, não-violência, paz e compreensão.
